Os tipos de endometriose

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Os tipos de endometriose

A endometriose atinge cerca de 15% das mulheres brasileiras. A doença é caracterizada pela presença de células do endométrio, o tecido que reveste o útero para melhorar a aderência de um possível óvulo fecundado. Caso não ocorra a gravidez, esse tecido é dissolvido e expelido na menstruação.
Quando tais células endometriais se instalam em outros lugares do corpo que não o interior do útero, ocorre o que chamamos de endometriose. Ela possui três diferentes maneiras de se manifestar, com distintos graus de desenvolvimento.

Endometriose Superficial:

Lesões que podem se estender da parede abdominal até o diafragma. Órgãos como bexiga e intestino são afetados em muitos casos e seu diagnóstico não é tão simples. Ultrassonografia e exames clínicos podem identificar a endometriose superficial, mas em geral é recomendada uma videolaparoscopia para maior precisão diagnóstica e uma melhor estratégia para futuros tratamentos.

Endometriose Ovariana:

Caracterizada pela presença de cistos espessos na região externa do ovário que pode, inclusive, causar alteração anatômica do órgão. Os exames de imagem como ultrassom e ressonância magnética possibilitam a identificação desse quadro e, via de regra, o tratamento é cirúrgico. A videolaparoscopia, método mais indicado para a retirada dos endometriomas, deve ser executada com bastante cuidado para não danificar o tecido ovariano, a produção e armazenamento dos óvulos.

Endometriose Profunda:

É o tipo de endometriose que mais prejudica a qualidade de vida das pacientes, pois os sintomas costumam ser mais intensos e pungentes. Tais dores são importantes indicadores do desenvolvimento mais severo da condição endometriótica, quando as lesões invadem tecidos e órgãos em mais de meio centímetro.

Bexiga, vagina, ligamentos útero-sacros (localizados atrás do útero), apêndice , intestino e até os pulmões pode ser afetados.

Os exames ginecológicos podem dar alguns indícios da ocorrência desse tipo de endometriose, como nódulos, espessamentos e os relatos de dor das pacientes.

Todavia, os exames de imagem são essenciais para a confirmação do diagnóstico. Ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética são os mais comuns. Alguns casos pode ser que seja necessária uma colonoscopia.

Qualquer que seja o caso, é de vital importância ir ao médico com regularidade. Lembre-se: Um diagnóstico precoce evita o desenvolvimento da doença e o surgimento de complicações, além de tornar o tratamento mais eficiente.

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