Novo exame para o diagnóstico de endometriose.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Novo exame para o diagnóstico de endometriose.

Busca por um método que substitua a laparoscopia e o ultrassom e que seja, portanto, menos invasivo e que possa detectar a endometriose de maneira precoce, levou pesquisadores da Austrália e Bélgica a desenvolverem uma técnica com alto potencial diagnóstico. Estima-se que 35% das mulheres submetidas à videolaparoscopia não têm a doença e acabam fazendo o procedimento sem necessidade.

O estudo, publicado na revista científica Human Reproduction e apresentado no Congresso Internacional de Endometriose que aconteceu na Austrália, foi realizado com 99 mulheres escolhidas de maneira aleatória..

As 64 pacientes que foram diagnosticadas com endometriose através da cirurgia, também tinham apresentado resultados positivos nesse novo tipo de exame que consiste na extração de pequenos fragmentos do endométrio, em um exame ginecológico convencional o qual dispensa aplicação de anestesia, e analisá-los microscopicamente em laboratório para descobrir se existem fibras nervosas no tecido.

O especialista em ginecologia Maurício Abrão concorda que o procedimento é uma tentativa válida para diagnosticar uma doença que hoje em dia necessita de um exame invasivo. Entretanto, ponderou que 99 casos não são suficientes para considerar a eficácia do método, pois apenas no Brasil especula-se que mais de 6 milhões de pacientes tenham endometriose.

Para Ivete de Ávila o trabalho é muito importante para o campo científico, porém alerta sobre o custo envolvido no procedimento. “É um método bastante interessante, mas dispendioso. Do que adianta a coleta ser simples, mas com uma análise laboratorial que exige um microscópio ultramoderno e reagentes caríssimos?”

Colocadas tais questões, percebemos que ainda há bastante pesquisas a serem feitas nessa área e que muito precisa ser aprimorado para tornar o procedimento realmente praticável. O mais importante é saber que existem pesquisadores e cientistas trabalhando de forma incansável para descobrirem maneiras mais práticas e menos penosas para diagnosticar essa condição que tanto compromete a qualidade de vida das mulheres.