Consumo de carne vermelha e endometriose

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Consumo de carne vermelha e endometriose

A endometriose é uma doença inflamatória crônica que ocorre quando um tecido semelhante àquele que reveste o útero se desenvolve fora da cavidade uterina. Suas causas ainda são desconhecidas e, justamente por isso, são produzidas diversas pesquisas que apontam mais de um motivo para que a doença ocorra.

Em um desses estudos, realizado na capital dos Estados Unidos e publicado na revista American Journal of Obstetrics and Gynecology, foi investigada a relação entre a endometriose e o consumo de proteínas de origem animal (carne vermelha, aves, peixes, ovos e frutos do mar). Durante 22 anos os especialistas acompanharam a saúde geral e os hábitos alimentares de 81.908 mulheres, das quais 3.800 foram diagnosticadas, via videolaparoscopia, com endometriose.

Entre as fontes de proteína de origem animal analisadas a única que estabeleceu uma relação direta entre consumo e desenvolvimento do quadro endometriótico foi a carne vermelha. Quando comparadas, mulheres que consumiam duas ou mais porções semanais dessa fonte de proteína, tinham maiores chances de apresentar endometriose do que aquelas que consumiam uma porção ou menos no mesmo período.

Para as mulheres que ingeriam duas ou mais porções diárias de carne vermelha o risco de desenvolver a doença era 56% maior do que aquelas que consumiam uma porção ou menos por semana. Números realmente significativos.

Qual é a relação entre o consumo de carne vermelha e endometriose?

Existe mais de um motivo que faz a ingestão de carne bovina ou suína ser prejudicial para a saúde das mulheres, a começar pela quantidade de calorias na dieta. Pessoas que comem esses tipos de carnes geralmente apresentam índices calóricos mais altos, o que pode vir a gerar situações de sobrepeso e obesidade que são sabidamente fatores de risco para diversos tipos de inflamação.

Outro motivo é a presença de nutrientes próprios das carnes vermelhas, principalmente um deles chamado Ferro Heme, que nosso organismo absorve com bastante facilidade. Esse tipo de ferro está associado com problemas inflamatórios e estresse oxidativo, ou seja, potenciais ameaças para a saúde uterina. Outra evidência é o fato de que mulheres com endometriose apresentam baixos níveis de hemopexina, proteína responsável pelo transporte do Ferro Heme pelo sangue até que o mesmo seja eliminado do organismo.

O que pode ser compreendido desse estudo é o seguinte: a ingestão de carne vermelha não é o único motivo que leva ao desenvolvimento da endometriose, entretanto para mulheres com histórico familiar ou pessoal dessa condição, vale a pena observar os hábitos alimentares com o intuito de diminuir para uma porção semanal ou mesmo cortar o consumo de proteínas animais provenientes das carnes vermelhas. O acompanhamento nutricional é de vital importância para o sucesso de qualquer dieta.

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