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Histerectomia não é a solução para a endometriose
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Para as pacientes com endometriose, uma doença inflamatória, crônica e estrogênio-dependente, os dias são vividos de forma diferente. Isso ocorre porque as mulheres sonham com a existência de uma cura que não existe, visto que estamos falando de uma enfermidade recorrente e sem tratamento definitivo.

O trato dela, contudo, pode ser feito preservando a fertilidade através de procedimentos minimamente invasivos, que ajudam a remediar as consequências da doença e a melhorar as condições de saúde.

A mesma é praticada no Núcleo Pró-endometriose pelos melhores especialistas do segmento no Brasil e no mundo, que tem como objetivo oferecer o melhor e mais qualificado atendimento no que diz respeito ao assunto em questão.
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O que é endometriose profunda e quais os sintomas?
A endometriose profunda é uma forma grave que se caracteriza pela presença de tecido endometriótico com mais de 5 mm de profundidade fora da cavidade uterina. Essas lesões normalmente surgem na forma de nódulos e são ricas em fibrose, um tecido conjuntivo endurecido semelhante a uma cicatriz. Ela pode acometer qualquer órgão da pelve, sobretudo os ligamentos uterinos, o intestino, o reto, a vagina, a bexiga e os ureteres. Quais são as causas? A medicina ainda não conseguiu estabelecer a causa da doença. Porém, existe um componente genético, visto que filhas de mulheres com formas avançadas da mesma têm até seis vezes mais chances de desenvolver o problema. E os fatores de risco? É interessante destacar que substâncias presentes no meio ambiente podem favorecer a ocorrência. São os casos de alguns pesticidas, poluentes industriais e do bisfenol-A, produzido no dia a dia a partir do aquecimento do plástico — seja em aparelhos de micro-ondas ou em locais extremamente quentes. E os sintomas? Os principais são menstruar por muito tempo (sem pausa para engravidar e amamentar, por exemplo) e em grandes quantidades. Além disso, sabe-se que algumas enfermidades imunológicas da tireoide estão associadas. Estresse, sono irregular e alimentação inadequada também podem favorecê-la. Quando buscar ajuda médica? A intensidade da dor é um fator importante para buscar um médico. Ao contrário do que diz o mito responsável pelo sofrimento emocional de muitas mulheres, cólicas menstruais fortes não são normais. Os exames preventivos devem ser feitos e o ginecologista consultado sempre que necessário. Como é feita a prevenção? Não há uma forma de preveni-la, mas recomenda-se manter hábitos saudáveis, como fazer uma dieta equilibrada, manter o sono regular, praticar atividades físicas e evitar situações estressantes.
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Atividade sexual comprometida em mulheres com Endometriose Profunda
Um estudo realizado por pesquisadores italianos buscou entender a influência da endometriose profunda infiltrativa (EPI) na função sexual feminina e avaliar o impacto sobre a atividade sexual através da aplicação de questionários às mulheres. Foram entrevistadas mulheres com diagnóstico clínico e ultrassonográfico de EPI e confirmação histológica de endometriose. Durante o estudo, foi solicitado às mulheres que classificassem cinco sintomas de dor, sendo elas, cólica menstrual, dor durante a relação sexual, dor ao defecar, dificuldade para urinar e dor crônica pélvica em uma escala visual analógica de 0 a 10 (EVA), além da função sexual ser avaliada de acordo com o Índice de Função Sexual Feminina (FSFI), que pode ser útil para a avaliação do resultado do tratamento em uma situação de ensaio clínico. Ao todo 170 mulheres com EPI foram identificadas e uma pontuação na escala de dor de 7 ou mais foi tomada como referência para indicar que um sintoma foi "grave". A cólica menstrual foi relatada como grave por 66,5% da amostra, dor durante a relação sexual por 41,8%, dor ao defecar por 32,4% e dificuldade para urinar por 6,5%. Os índices médios do FSFI não diferiram significativamente entre as mulheres com e sem lesões de endometriose em locais específicos, exceto quando se encontrava nos nódulos retovaginais, que se mostraram associados a uma atividade sexual e à função sexual mais prejudicada, concluindo então que mulheres com Endometriose Profunda com infiltração parcial ou total do septo retovaginal devem ter atenção especial.
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Histerectomia não é a solução para a endometriose
Para as pacientes com endometriose, uma doença inflamatória, crônica e estrogênio-dependente, os dias são vividos de forma diferente. Isso ocorre porque as mulheres sonham com a existência de uma cura que não existe, visto que estamos falando de uma enfermidade recorrente e sem tratamento definitivo. O trato dela, contudo, pode ser feito preservando a fertilidade através de procedimentos minimamente invasivos, que ajudam a remediar as consequências da doença e a melhorar as condições de saúde. A mesma é praticada no Núcleo Pró-endometriose pelos melhores especialistas do segmento no Brasil e no mundo, que tem como objetivo oferecer o melhor e mais qualificado atendimento no que diz respeito ao assunto em questão.
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A incidência de enxaquecas em adolescentes com endometriose
Um estudo realizado em Boston, nos Estados Unidos, teve como objetivo investigar a incidência de enxaquecas em adolescentes com endometriose - doença benigna e tampouco cancerosa, que ocorre por meio do crescimento de um tecido que reveste a parede interna do útero em posições onde não deveria estar -. Ele contou com jovens cirurgicamente diagnosticadas, recrutadas tanto na comunidade local como em clínicas adjacentes entre os anos de 2012 a 2016, e abordou um extenso questionário sobre o histórico médico, o estilo de vida, o uso de medicamentos e o tratamento de sintomas. O mesmo foi disponibilizado previamente e respondido de forma adequada, assim como as dores de cabeça e a gravidade da dor pélvica não cíclica foram avaliadas usando uma escala de classificação numérica de 11 pontos. Os resultados indicaram que aquelas que possuem a enfermidade são mais propensas a ter cefaleia (69,3%) do que aqueles que não tem endometriose (30,7%), assim como a data da primeira menstruação foi associada inversamente com essas chances, visto que as participantes que sentem algum tipo de incômodo na cabeça e possuem endometriose apresentaram mais cólicas que as demais. Concluiu-se, portanto, que devido à forte correlação, aquelas que se apresentam com essas condições devem ser examinadas para maximizar os benefícios dos cuidados.
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Sobre a videolaparoscopia cirúrgica
A videolaparoscopia cirúrgica, que tem importância diagnóstica e terapêutica, é uma técnica na qual são feitas pequenas incisões para ter acesso aos órgãos pélvicos e abdominais. Por meio dela, é possível avaliar o útero, as trompas uterinas, os ovários e todas as estruturas anatômicas que estão em contato íntimo aos mesmos. Isso permite o tratamento de: - Miomas uterinos; - Gravidez ectópica; - De tubas uterinas para laqueadura tubária ou recanalização das mesmas em pacientes submetidas à laqueadura tubária anterior; - Histerectomia; - Incontinência urinária. Por ser um procedimento minimamente invasivo muitas vantagens são atribuídas a ele, como a rápida recuperação e o retorno precoce às atividades do dia a dia.
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Como funciona a videolaparoscopia diagnóstica?
A videolaparoscopia diagnóstica é um procedimento minimamente invasivo, benéfico no diagnóstico de mulheres com infertilidade e extremamente útil na análise de algumas patologias existentes no interior do abdômen, tais como: - Endometriose; - Dor pélvica - Aderências genitais. Por não ser um processo agressivo, a videolaparoscopia é considerada quase um exame ambulatorial, podendo ser realizada em regime de “day hospital” (internação de um dia).
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O que a histeroscopia diagnóstica investiga?
A histeroscopia diagnóstica é um exame realizado para visualizar duas partes internas do sistema reprodutor feminino: o canal endocervical e a cavidade uterina, sendo que o primeiro está localizado no colo do útero e a segunda pode ser definida como a estrutura que abriga o endométrio. Ela é feita para identificar alterações intrauterinas e faz parte da lista de exames que antecedem fertilizações in vitro. O procedimento é simples e pode ser realizado em ambulatório hospitalar ou no próprio consultório médico. Entre os fenômenos investigados, é possível citar: - Infertilidade; - Pólipos; - Miomas; - Aderências uterinas; - Alterações significativas no endométrio; - Hemorragias; - Adenocarcinomas; - Abortamentos frequentes.
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Como fazer o Diagnóstico da Endometriose?
Diversos são os método utilizados para tentar estabelecer o diagnóstico da endometriose: - ultra-som pélvico transvaginal - ressonância magnética - enema de bário de duplo contraste - ecoendoscopia baixa (ecocolonoscopia) - ultra-som pélvico transvaginal com preparo intestinal - urografia excretora De forma geral considera-se o ultra-som pélvico transvaginal um bom método de triagem. Este método é bastante sensível no diagnóstico da endometriose dos ovários, mas não é muito adequado no diagnóstico da endometriose profunda.
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Você sabe como funciona a histeroscopia cirúrgica?
Como o nome sugere, a histeroscopia cirúrgica é um procedimento realizado dentro de um centro cirúrgico, com aplicação de anestesia, que pode ser geral ou local de acordo com a avaliação do médico responsável. Ao contrário da histeroscopia diagnóstica, ela é realizada para tratamento de alguma alteração uterina significativa previamente diagnosticada. Ou seja, é feita visando a retirada de qualquer corpo estranho que esteja atrapalhando a saúde do sistema reprodutivo ou causando desconforto na mulher. Entre os procedimentos mais comuns feitos por meio da mesma, é possível citar: - Extração de pólipos; - Remoção de miomas; - Biópsias; - Ablações endometriais; - Extirpação de sinéquias uterinas.
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Você sabe como funciona a histeroscopia diagnóstica?
A histeroscopia, popularmente chamada de vídeo-histeroscopia, é um procedimento ginecológico com baixos índices de complicações feito para investigar a presença de elementos estranhos no útero e retirá-los de forma minimamente invasiva. O processo é feito por meio da inserção de um aparelho chamado histeroscópio, que permite que o médico veja o interior do mesmo e das tubas uterinas, tornando-o, portanto, apto a analisar e dizer a paciente o que está errado. Existem dois tipos de histeroscopia, com procedimentos de execução e objetivos totalmente distintos, sendo a primeira chamada de diagnóstica e a segunda de cirúrgica. O doutor deverá solicitar o exame quando suspeitar de doenças que estejam atingindo o sistema reprodutor da paciente, tendo contraindicações para gestantes e mulheres com infecções genitais.
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Você sabe o que é endoscopia ginecológica?
A endoscopia ginecológica é uma técnica que consiste em utilizar o endoscópio para visualizar o interior do abdômen, diagnosticar doenças e realizar operações de alta complexidade. A mesma é constituída por dois procedimentos principais: laparoscopia e histeroscopia, porém, nos últimos anos, com o surgimento de pequenas câmeras de vídeo, ambos passaram a ser chamados de videolaparoscopia e videohisteroscopia, pois captam as imagens geradas pelo endoscópio e transmitem para um monitor de televisão. Ela também ajuda a tratar grande parte das patologias ginecológicas e preza, sempre, pela mínima invasão no corpo humano, o que causa, portanto, menos agressões e traumas a ele.
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Tenho Endometriose no intestino: o que devo fazer?
Em primeiro lugar é não se apavorar!! O próximo passo a ser dado diante da suspeita de endometriose profunda com comprometimento intestinal é estabelecer um diagnóstico preciso e completo. Recomendamos associar alguns métodos de diagnóstico por imagem que permitirão mapear toda a pélvis feminina e definir com precisão a extensão, a profundidade e a porcentagem da circunferência intestinal comprometida. A ultrassonografia intestinal com preparo intestinal, a ecoendoscopia baixa e a ressonância magnética são os métodos mais eficazes para este fim. Depois disto recomendamos uma consulta com um especialista em endometriose para definir o melhor tratamento a ser instituído: medicamentoso ou cirúrgico. A endometriose intestinal deve ser sempre tratada! Sabemos que o tratamento medicamentoso com hormônios não é capaz de "destruir" a doença, mas é eficaz no controle da dor causada pela endometriose em muitas situações. O tratamento cirúrgico por videolaparoscopia com a remoção completa da doença intestinal e dos órgãos genitais é sempre a nossa preferência pois é altamente eficaz no controle da dor, promove a melhora significativa na qualidade de vida das mulheres e está associado a baixo índices de complicações em nossa experiência.
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Quais são os sintomas da Endometriose?
A cólica menstrual (dismenorréia) é o principal sintoma associado a doença. Outros sintomas como dor na relação (dispareunia) e dores abdominais contínuas, não cíclicas, também podem estar presentes. A presença de ciclos menstruais irregulares também é um possível fator associado a endometriose. O exame de toque ginecológico é o principal método de suspeita diagnóstica da endometriose profunda.
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O que é Endometriose?
A endometriose é uma doença inflamatória que geralmente compromete os órgãos genitais femininos. É conceituada como a presença fora do útero (nas trompas, ovários, ligamentos uterinos, peritônio, bexiga, intestino e outras localizações) de um tecido com características funcionais similares às do endométrio (camada que reveste o interior do útero e é responsável pela formação da menstruação).
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